quarta-feira, 16 de outubro de 2024


Ailton Barboza de Souza, futuro presidente do Paraná Clube. Foto: Marcus Benedetti/PR

O Paraná Clube se prepara para a aclamação de Aílton Barboza de Souza como o novo presidente, contando com o apoio de Carlos Werner e sem oposição nas eleições. A cerimônia está marcada para 19 de outubro, marcando o início de uma nova fase para o clube, embora o rosto do novo presidente não seja novo: Aílton já ocupa o posto interinamente, substituindo Rubens Ferreira Silva, afastado por motivos de saúde. O desafio dessa nova administração é promover uma significativa transformação na história do Tricolor.

Historicamente poderoso, como seu hino destaca, o Paraná Clube já contou com mais de 100 mil sócios e conquistou vários títulos, incluindo seis estaduais e uma Série B em seus primeiros dez anos. No entanto, o clube se encontra em um momento decisivo aos seus 35 anos, tentando superar um passado recente de dívidas e dificuldades na segunda divisão estadual. A ascensão recente contou com o apoio de torcedores e uma nova abordagem de gestão, mas desafios como uma dívida de R$ 126 milhões em recuperação judicial ainda precisam ser enfrentados.

Essa nova gestão é composta por influentes representantes tanto nos bastidores quanto entre os torcedores, centralizada em Carlos Werner. Após o acesso, ele comentou que nunca mais abandonaria o Paraná Clube. Werner é o fiador desta chapa, que foi formada em um momento crítico, quando até mesmo água quente faltava nos vestiários do Ninho da Gralha.

No entanto, Werner não fará parte do Conselho Administrativo. Seu papel é liderar o grupo que analisa propostas de venda da Sociedade Anônima do Futebol (SAF), um processo que pode significar uma “refundação” do clube. Se a venda acontecer conforme planejado, Werner pode se tornar uma figura central na SAF, talvez como CEO, delegando responsabilidades, especialmente no futebol.

Além de mudanças na diretoria, a nova gestão trará três alterações em relação à atual: Rubens Ferreira Silva, o segundo vice Flávio Zonta e o gestor financeiro Fernando Cezar Karpinski estarão de saída. Permanecem Aílton Barboza de Souza como presidente, e Helton Mercer Caron, futuro primeiro vice-presidente. A “Resiliência Tricolor” é a única chapa na disputa e seus integrantes são:

- Presidente: Aílton Barboza de Souza

- Primeiro Vice-Presidente: Helton Mercer Caron

- Segundo Vice-Presidente: Alessandro Kioshi Kishino

- Primeiro Membro: Marlos José Camili

- Segundo Membro: Arion Moroz França


 Tetracampeão visita o Paraná Clube para avaliar estrutura da SAF


Um grupo de investidores esteve em Curitiba avaliando as instalações do Paraná Clube com o apoio de Ricardo Rocha, ex-jogador, tetracampeão mundial com a seleção brasileira em 1994. Ele está atuando como consultor e percorreu o clube neste dia 10 e  11 para dar continuidade às negociações relacionadas à venda da Sociedade Anônima do Futebol (SAF). Ricardo Rocha, de 62 anos, integra este processo. Embora tenha sido designado como titular na Copa de 1994, ele foi impedido de jogar devido a uma lesão, mas ainda assim participou como um dos líderes da equipe.

A chegada de Ricardo Rocha à Curitiba marca mais um passo no estudo de viabilidade que está sendo conduzido pelos investidores, que têm interesse na aquisição da SAF do clube. Caso o negócio se concretize, ele poderá assumir o cargo de diretor de futebol do Tricolor.

Atualmente, o Paraná Clube está sob pressão para concluir a venda da SAF até o final de outubro, especialmente sem a permissão da prefeitura para leiloar a área da sede da Kennedy. O clube já possui duas propostas na mesa: uma de R$ 350 milhões, de investidores ligados ao Centro Universitário Santa Cruz, e outra de R$ 200 milhões. As decisões estão sendo conduzidas pelo grupo gestor do clube, liderado por Carlos Werner e Aílton Barboza de Souza, enquanto uma comissão de advogados representa os interesses dos credores nas deliberações sobre a SAF.


Por: Edu Zack